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sábado, 15 de julho de 2017

Além da sepultura




Não sei escrever
Sobre o vazio.
O que transmitisse,
Só deixaria sofrimento e frio.

Acredito na sensibilidade,
Na compaixão,
No pensamento.

Desesperadamente,
Como o afogado,
Aperto o meu punho no peito destroçado,
Tentando encorajá-lo
A prosseguir no silêncio,
Sem denunciar a Alma.
É a voz do coração
Que ficou calado.

Não posso fazer sofrer
Quem me rodeia e estima,
Quem me ensina, sofrendo
Com um sorriso no rosto,
Os que me querem erguer
Da seara poética
Do desgosto.

Não quero escrever,
Porque só conheço a dor
Por forma de expressão!

Talvez um dia...
(Quem sabe?)
Eu sinta que tanta dor
Derive do vero Amor,
Por elo, por ligação...

Ah! Se pudesse tomar,
Discernidamente,
As rédeas
Duma vontade
Que se esconde no peito!...

Se eu souber esquecer
Os medos e os terrores,
Das ânsias que avassalam
O corpo que me tem,
Decerto aprenderei,
Bem na hora de morrer,
Tudo o que de bom deixei
E a coragem de enfrentar,
O piscar do dia-a-dia,
O vazio do social...
Mais seguro, eu saberia
Não ter sido mais feliz
Somente com o meu mal.

Não quero denunciar
O que vai na minha Alma
Por ser dor e sofrimento.
Antes,
Saberei mascarar
A vida que me sobrar
Tornando os outros felizes;
Dedicar-me-ei a eles
No sacrifício de mim.
...E o meu Apostolado
Levará a toda a gente
Um ar de graça e frescura
Que não irá terminar
Mesmo além da sepultura.


SOL da Esteva

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15 Comentários:

Blogger Olinda Melo disse...

Olá, Sol

Dedicar-se aos outros mesmo com sacrifício, esquecendo as próprias dores, é de um coração bondoso e altruísta. Talvez, nessa missão se encontre alívio para o sofrimento.

Abraço

Olinda

15 de julho de 2017 às 15:26  
Blogger Maria Rodrigues disse...

Um poema pleno de sentimento, de dor e tristeza.
Tão nostálgico mas tão belo.
Bom fim de semana
Um abraço
Maria de
Divagar Sobre Tudo um Pouco

15 de julho de 2017 às 22:02  
Blogger Célia Rangel disse...

Seu poema é de uma força sobre-humana que só poucos, muito poucos conseguem tal misericórdia e compaixão. Gesto louvado.
Abraço.

15 de julho de 2017 às 22:57  
Blogger Louraini Christmann - Lola disse...

Poesia dor.
Poesia coração.
Poesia compaixão...

abraço
Lola

16 de julho de 2017 às 18:32  
Blogger Nadine Granad disse...

Oi, SOL!

Que lindo!
Consegues escrever sobre o que cala, gritar um silêncio de forma rara!... Contraditoriamente coerente!

Boa semana!
Beijos! =)

17 de julho de 2017 às 02:28  
Blogger Luis Coelho disse...

Se eu pudesse comandar o amor!
Se eu pudesse fugir da morte!
Temas que nos carregam a alma num presente que foi passado e é futuro.

17 de julho de 2017 às 07:12  
Anonymous Arte & Emoções disse...

Olá amigo! Adorei o teu poema. Belo, profundo e com uma grande dose de tristeza.

Abraços e uma ótima semana para ti e para os teus.

Furtado.

17 de julho de 2017 às 15:42  
Blogger Mário Vitorino Gaspar disse...

Camarada Combatente Oliveira, és um homem feliz e um Grande Poeta. Leva a Poesia ao horizonte e voa com ela.
Os teus poemas são do mundo…

Mário Vitorino Gaspar

17 de julho de 2017 às 22:11  
Blogger Fá menor disse...

Quantas vezes os nossos interior e exterior não andam de mãos dadas... quantas vezes um sorriso não esconde as dores que só o coração conhece!

Boa semana, amigo!

18 de julho de 2017 às 15:15  
Blogger Existe Sempre Um Lugar disse...

Bom dia, "Acredito na sensibilidade, na compaixão, no pensamento" o belo poema é marcante, gostei muito, revela sentimentos e sabedoria adquirida ao longo da vida.
Continuação de boa semana,
AG

19 de julho de 2017 às 10:41  
Blogger Smareis disse...

Um poema tão lindo Sol... Sem palavras!
Continuação de boa semana!
Abraço!
***Escrevinhados da Vida***

20 de julho de 2017 às 06:38  
Blogger PARAÍBA PARA O MUNDO disse...

Olá amigo Sol. Sábios pensares revelados em seus versos!Sua sensibilidade é algo notável!
Bjs no coração!

20 de julho de 2017 às 16:53  
Blogger Elio disse...

Ciao Sol, scusa la lunga assenza ma in questo momento non gira bene per me. Ho cercato di comprendere al meglio la tua poesia e ti complimento per quello che esprimi. Ti auguro un buon WE.

21 de julho de 2017 às 13:41  
Blogger Jaime Portela disse...

Há dores que só podem vir do amor...
O poeta vai-se, mas a poesia fica. A tua, por exemplo, irá perdurar por muitos anos.
Excelente poema, gostei imenso.
Sol, um bom fim de semana.
Abraço.

21 de julho de 2017 às 17:23  
Blogger lua singular disse...

Oi Sol,
Vi sua vida em sofreguidão pela impotência de sanar a dor, a morte.
Já tô ficando velha, já pertinho do céu e vem você com essa linda mais triste poesia.
Amei
Beijos
Lua Singular

21 de julho de 2017 às 19:59  

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