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sábado, 24 de setembro de 2016

Acordados pelo que não dominamos



 

Estou confuso,
Pelo incógnito dia de amanhã 
Que me deixa a pensar,
No Ser vivo que vegeta 
Por alguma coisa sua,
Vazio como a sua vida nua.

Amor,
(Eu digo)
Tenho só a rua,
Muitas vezes impedida,
Por onde olho a meta distante...

Pudera ter um cantinho,
Onde meditar
Esta partida da vida;
E partilhar, na Alma tua
Que me é querida,
O sonho, a fantasia, o embalar...

O que acontece á gente
É comum, somente,
A quem o Amor extasia.

Confuso e atento
Ao que me rodeia, no mundo,
Vivo e sofro em desalento.

Amo demais!
Sei que me queres
E sofres um igual sofrimento.

Saberei aclarar a confusão,
Com a força que vem do coração
E alimenta o ensejo.

Assim,
Acordados
Pelo que não dominamos,
Veremos a confiança voltar
E o sorriso alegrar o Ser,
Nos olhos,
No coração,
Num terno e eterno beijo.



SOL da Esteva

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sábado, 17 de setembro de 2016

Morte, silêncio, ou nada...

 
 

Morri, traidor!
Morri pela tua boca.
A infâmia, é honra que te sustem
E não a que me toca.

Outros infelizes,
Te acham sabedor,
Digno de louvor
Por uma Pátria traída.
Isto não dá vida
Aos que se doaram com Amor.
A (minha) Pátria, traidor,
Contigo não tem saída,
Nem com quem te faz maior.
Cair da janela, foi pouco
Para um trair tão louco,
Que, de Poder, teve anelos.
Lembra as glórias da vida,
Onde a justiça foi tida
Numa Pátria alvoroçada.
Portugal tem, na História,
Nobreza, saber, firmeza,
Mas nunca a falsa glória.

Aos Migueis de Vasconcelos,
Morte, silêncio, ou nada...
 

Santos Oliveira
16NOV2016

 
Poema, do Sargt Santos Oliveira, lembrando o acontecimento
de 16Nov1964, na Guerra do Ultramar,  Ilha do Cômo-Guiné.
Homenagem solidária aos Camaradas seus subordinados, no Pel. Indep. de Morteiros 912 e abrangendo todos os  militares da
Companhia de Caçadores 557, que, nessa noite, “foram” Massacrados, segundo as palavras falsas, intencionais e conscientemente proferidas, na Rádio de Argel.
 
A descrição pode ser complementada revendo os Post’s:
 

SOL da Esteva


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sábado, 10 de setembro de 2016

Ganhar o Paraíso...




Possuir a esperança
Mas não ter nada de nada,
É como ter a lembrança 
Duma atitude passada
Que resultou errada...

Possuir, no pensamento,
A força e o clamor
Que não contem, dentro dele,
A dimensão deste Amor...

Possuir e nada ter,
É triste de se esconder
Ao outro, o quanto amamos.

Possuir,
Tremer de medo e coragem
Sentir, nos olhos, vertigem
Da tentação que atrai...

Possuir... Possuir sem se saber
O que é que o Amor quer
E no fundo da Alma cai...

Possuir outro coração,
Que não é de mais ninguém,
Que se junta num bater
Para sentir o gemer,
Num soluço e num sorriso...

Quero, na Vida, aprender
E ganhar o Paraíso...


SOL da Esteva

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sábado, 3 de setembro de 2016

Sempre jovem, em te amar




Depois da noite escura, a claridade
Que vem da luz do dia, Amor sublime.
Após o medo estranho, a saudade
Da forma de viver que não se exprime.

Há mais, na palavra suavidade,
Do que qualquer conselho que a ilumine.
Despida de conceitos, a verdade
Existe, sem ninguém que abomine.

E é bom olhar nos olhos confiantes
Sabendo que é fugaz e duns instantes
Falar, silenciado pelo ar...

Envolto nessa força forte e pura,
Acolho o lenitivo que me cura,
Ficando sempre jovem, em te amar.

 

SOL da Esteva

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sábado, 27 de agosto de 2016

O tempo




Turbilhão medonho, da tempestade,
Se abate sobre a minha solidão.
Só um fio de luz e de verdade
Ilumina, num flash, o coração.

Assim, a noite encobre, no seu manto,
E afunda a semente da razão.
Brota a dor e não sinto aquele encanto
Descer á Alma, com a Oração.

Bem sabes das raízes do meu Ser
Que vibra, treme de medo e terror,
Antevendo um mundo que desaba...

Se eu um dia ousasse ter poder
Que firmasse a solidez do Amor,
Seria o tempo, que, por si, acaba.


 

SOL da Esteva

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