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sábado, 21 de janeiro de 2017

Sozinho na rua






Sozinho, pela rua,
Pensando o viver
Que não existe,
Com saudades da lua,
Neste frio da rua,
Eu me torno mais triste.

Tenho muito para sofrer!...

Mais que estrelas encobertas,
Sei que há amor dentro de ti,
Fechado, sem abertas,
Esconso no luar meio apagado,
Por núvens que correm sob o céu.

Na minha solidão,
Sei que estou apaixonado,
Precisado da ternura
Que expluda a qualquer hora.

Há um coração
Que canta e chora;
Há uma noite nua,
Fria, gelada,
Que tarda em ir-se embora,
Parada...

...Vai matando lentamente...

Sozinho na rua,
Busco o abrigo dum portal
Que se possa abrir
E ter dois braços abertos
Para me abraçar
E lábios para me beijar.

...O Amor dos amores,
Nunca se irá acabar.

...Finda-se a minha solidão.
Já tenho lar e pão,
Carinho melhor,
Inteira doação;
Sou feliz e aquecido
No aconchego e calor,
Nos beijos de muito amor
E os teus abraços me guardam.

Sossega,
Que não há mais nada
Que possa ser apagada
Na lembrança dos desejos...

Sozinho na rua,
Acompanhado dos meus pensamentos,
Da tua imagem sagrada,
Já não sou só:
Sou teu e mais nada.



SOL da Esteva

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sábado, 14 de janeiro de 2017

Aprender




Não lês ou não sabes ler
(Compreendes o que digo).
Já é tempo de aprender

E deixar de ser mendigo.

As migalhas do saber
Caem das mesas mais ricas;
Se as vês, sem entender,
Mais esfomeado ficas.

Saber ler, é uma ciência,
Arte de comunicar,
É cultura, é valência,

É um meio de educar,
De abrir a consciência
E aprender a falar.


SOL da Esteva

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sábado, 7 de janeiro de 2017

Presente de pedinte




Os presentes que chegaram no Natal,
Nos alegram e nos enchem de ternura;
Mais quisemos, que o dom mais natural
Fosse paz, saúde e vida com fartura.
                                                                 
O que o Céu nos conceder, vem-nos de graça,
Pela Graça conquistada ante Deus;
Ao sofrer a vida de outrem, a desgraça,
Amargura, solidão, falta dos seus

E do frio que, o coração, congela.
Ser mendigo, sem o ser, é que me espanta!
Ter conforto, mesa farta e forno quente

Nos impede de sentir, que uma tigela
É presente de pedinte, em Noite Santa,
Ao contrário do que come toda a gente


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sábado, 31 de dezembro de 2016

O futuro num canudo




Vai-te, Ano velho, não voltes mais,
Porque eu, de ti, não terei saudades.
As promessas (vãs) foram irreais;
Só a esperança contem verdades.

Velho tempo, caindo de maduro,
Cede o teu lugar a um Ano Novo.
Os desejos, são, dum melhor futuro,
Alijando peso a este meu Povo.

Fim de Ano, balanço para tudo.
Contas bem-feitas e analisadas
A garantir as metas do futuro.

Não vejas o futuro num canudo,
Mas obras que não sejam penhoradas
Por más (in)decisões feitas no escuro.



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sábado, 24 de dezembro de 2016

A Paz nasce da Paz



 

O Natal é qualquer dia
Que abra os olhos à vida;
Ele nos traz alegria
Em cada vida nascida.

Mas o Espírito do tempo,
Só neste tempo é mais fundo.
Renova-se o fundamento
Por que foi criado o Mundo.

E a Paz nasce da Paz
Como anseia a humanidade;
Por ela, tudo se faz.

Mas se não há Caridade,
A Esperança se desfaz
Na mentira da Verdade.


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